O Reino Unido inovou ao dar início à uma nova era para o segmento de transportes ferroviários. O primeiro trem do mundo que utiliza a tecnologia quântica foi testado em uma linha comercial, operada entre Londres e Welwyn Garden City. O sistema foi batizado de RQINS (Railway Quantum Inertial Navigation System), em uma iniciativa que reúne operadores ferroviários, órgãos públicos e instituições de pesquisa.
A tecnologia testada possui sensores quânticos que dispensam o GPS e permitem medir variações de movimento com extrema precisão. Com isso, fica possível determinar a posição do transporte mesmo dentro de túneis e áreas urbanas de alta densidade. Contando com a colaboração da Network Rail e da Great British Railways, a testagem do trem foi considerada bem-sucedida, validando a tecnologia em condições reais.
Trens autossuficientes e seguros
A dependência do sistema de GPS é um problema já identificado há muito tempo pelo segmento. Mas, os sensores quânticos permitem rastrear a posição do trem em tempo real sem depender dos sinais externos de satélite, que podem falhar em túneis, áreas urbanas densas ou sofrer interferências, garantindo maior precisão na navegação.
Com essa autonomia, a tecnologia elimina pontos críticos do sistema tradicional, reduzindo riscos operacionais associados à perda de sinal, bloqueios ou interferências externas. Isso representa um avanço direto em segurança e confiabilidade, especialmente em trajetos complexos.
Inglaterra apresenta modelo de escala global
A tecnologia quântica está propondo o rompimento do modelo tradicional de localização ferroviária e, inclusive, pode servir de exemplo para navios, aviões e automóveis. O teste britânico não foi realizado sob supervisão e controle de laboratório. Ou seja, o primeiro trem com sensores quânticos operou em uma linha comercial real, com passageiros, paradas programadas, variações de velocidade, passagem por túneis e trechos urbanos.
Em todo o percurso, a navegação quântica se mostrou estável e precisa. Este teste coloca o Reino Unido como pioneiro em segurança e eficiência do transporte ferroviário, ultrapassando até mesmo países como a China, que possui o maior programa ferroviário do mundo.
O estudo contou com a participação da Imperial College London, uma das instituições de ciência e engenharia mais renomadas do mundo. A colaboração entre academia, governo e operadoras ferroviárias possibilitou o teste em tempo recorde e representa ainda grande redução de custos operacionais deste mercado, já que não depende diretamente de estruturas físicas para funcionar.