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Startup lança algoritmo para rastrear fontes usadas em IA

Startup lança algoritmo para rastrear fontes usadas em IA

Upquery 14 de agosto

Startup lança algoritmo para rastrear fontes usadas em IA

Uma nova iniciativa tecnológica está prometendo maior transparência na utilização de Inteligência Artificial generativa (IA). Um algoritmo avançado está diagnosticando as fontes usadas em modelos de criação de conteúdos de IA com intuito de aumentar qualidade e credibilidade, mas, principalmente, recompensar quem trabalha com esses materiais.

A tecnologia está sendo desenvolvida pela ProRata, uma nova startup do mercado.  O serviço de rastreamento de fontes visa assegurar a procedência de IAs em um mercado que atualmente lida com um excessivo volume de dados. Com este recurso, os criadores originais seriam devidamente compensados e remunerados pelos conteúdos gerados.

O objetivo da startup é licenciar a sua tecnologia para outras empresas, facilitando ainda mais esta atribuição justa de direitos autorais. Desse modo, em um longo prazo, os benefícios deverão incluir tanto usuários comuns, quanto as grandes companhias parceiras.

Como funciona este algoritmo?

A nova ferramenta usa algoritmos patenteados que permitem analisar a saída gerada por IA – seja elas em formato de texto, imagem, vídeo ou áudio. Com isso, componentes originais usados para a criação do conteúdo são rastreados. Através do levantamento, porcentagens para cada detentor com direitos autorais são atribuídas, proporcionando uma remuneração condizente.

Para isso, o modelo de negócio da startup inclui acordos de compartilhamento de receitas junto de criadores e editores de conteúdo. Alcançando o total de US$ 25 milhões em investimentos, a ProRata atualmente possui parcerias com grandes nomes da indústria, como Universal Music Group, The Atlantic, Financial Times e Axel Springer.

Chatbot será lançado em outubro

O lançamento de um chatbot de coleta de assinaturas está previsto para outubro. Diferente de outras IAs, a proposta deste recurso está em usar exclusivamente dados licenciados ao invés dos conteúdos extraídos livremente da internet, muitas vezes sem a devida autorização.

Conforme defende o fundador da ProRata, Bill Gross, o foco do empreendimento é a qualidade ou invés de quantidade. Isso resultaria em saídas de IA mais confiáveis para todos. Assim, o chatbot será lançado para reforçar o conceito do modelo de negócio já implementado pela startup.

 “Estou afirmando que 70 milhões de bons documentos são, na verdade, superiores a 70 bilhões de documentos ruins. Isso levará a melhores respostas”, explica Gross. O intuito do fundador é alcançar uma quantidade de usuários suficiente com o serviço de assinaturas, gerando uma receita suficiente para compensar os detentores de direitos autorais.

O fundador ainda explica que os parceiros ProRata receberão relatórios mensais mostrando como o seu conteúdo foi usado, como as pesquisas relacionadas foram feitas e trazendo o valor que irão receber.

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