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Milhares de smartphones vieram com vírus já “de fábrica”

Milhares de smartphones vieram com vírus já “de fábrica”

Upquery 18 de maio

Milhares de smartphones vieram com vírus já “de fábrica”

Milhares de celulares Android saíram de fábricas chinesas já infectados com vírus. Com o objetivo de roubar dados e códigos de autenticação de dois fatores, os defeitos afetaram principalmente modelos de baixo custo. 

Os vírus se espalharam através de plugins maliciosos que comprometem o firmware dos dispositivos. A descoberta dessas falhas foi confirmada na semana passada por Fyodor Yarochkin, pesquisador sênior da Trend Micro. 

A situação foi informada também durante o evento de cibersegurança “Black Hat Ásia”, que é realizado em Singapura. O especialista explica que esse esquema criminoso funciona como “uma árvore absorvendo líquidos”. 

Ou seja, o vírus é transmitido facilmente através de cada novo dispositivo que é plugado no celular. Desse modo, infectar telefones saídos de fábrica é o jeito mais fácil e simples de garantir que milhões de dispositivos também sejam comprometidos maliciosamente. 

Mais de 40 marcas envolvidas

De acordo com a empresa de cibersegurança Trend Micro, o problema envolveu pelo menos 10 fabricantes chinesas. Porém, relatos seguem, indicam e investigam mais de 40 marcas com envolvimento. 

A maioria das companhias estariam não só na Ásia, mas, também situadas no leste europeu. Entretanto, a lista completa com o nome das empresas não foi divulgada pelos especialistas. Até então, tem sido difícil identificar o ponto de origem da contaminação em cadeia. 

Por isso, especialistas em segurança sempre recomendam que a compra de Androids seja verificada. Ou seja, os telefones não devem ser comprados de desconhecidos ou através das redes sociais. Se o preço for muito barato, desconfie e pesquise! 

Como funciona a instalação de vírus?

Apesar da recente descoberta, esse não é o primeiro caso de celulares infectados antes mesmo de sair de fábrica. Com a facilidade de instalação de plugins, um novo mercado surgiu e emerge na Dark Web com a intenção de acessar dados particulares e vendê-los. 

Os criminosos podem agir ao instalar plugins de redirecionamento de dados, como cookies de acesso a redes sociais ou credenciais pessoais. Depois de acessar as informações, eles vendem ou alugam os dados para os criminosos. 

O objetivo destes últimos, entretanto, é redirecionar uma nova cadeia de vírus para outros dispositivos, iniciando-se um novo ciclo de eletrônicos comprometidos.

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