Apple e Intel firmaram acordo para produção de chips nos Estados Unidos

Os Estados Unidos estão buscando alternativas para fortalecer o mercado de chips e semicondutores. Um possível acordo entre as gigantes de tecnologia Apple e Intel teria sido firmado para produção do produto em solo americano. A informação foi afirmada nesta semana pelo próprio Donald Trump, presidente dos EUA, em publicação realizada na rede Truth Social.

Caso o acordo se confirme, a Intel ganhará um cliente de enorme relevância e a Apple ampliará as suas opções de fabricação. Conforme Trump, a Apple teria firmado uma com a Intel para desenvolvimento e fabricação de chips para ampliar a participação da empresa no mercado de semicondutores. Com a fabricação nacional fortalecida, o país busca reduzir a dependência comercial da China, atual líder global do segmento, e de demais polos asiáticos. 

Atualmente, a Apple depende da fabricante taiwanesa TSMC para produzir seus chips mais avançados. Mas, a crescente demanda por semicondutores voltados à inteligência artificial tem aumentado a disputa por capacidade produtiva, especialmente entre empresas como Nvidia e AMD, tornando o acesso às linhas de fabricação cada vez mais competitivo.

Movimentação entre investidores

As empresas não confirmaram oficialmente o assunto, mas a informação reforça relatos presentes no mercado de tecnologia há meses. Após a publicação de Donald Trump, investidores reagiram imediatamente, com as ações da Intel avançando cerca de 6,5% nas negociações de pré-mercado.

De acordo com o Wall Street Journal, a Intel teria chegado a um acordo preliminar para fabricar alguns chips para a Apple após mais de um ano de negociações. Embora os detalhes não tenham sido divulgados, a possibilidade de fornecer componentes para uma das maiores fabricantes de eletrônicos do mundo é vista como uma grande oportunidade para a empresa.

O presidente americano já havia comentado anteriormente que “deveria ter pedido uma participação maior” na fabricante de chips. Visando não depender da China, o governo tem ampliado ações voltadas à segurança das cadeias de suprimentos de semicondutores e minerais críticos, incluindo a aquisição de participações em empresas.